O Banco do Brasil informou, durante a divulgação de seus resultados financeiros, que um atraso superior a 90 dias no valor de R$ 3,6 bilhões, relacionado a um único cliente, impactou os indicadores de inadimplência da instituição no quarto trimestre. O banco não revelou o nome da empresa, alegando dever legal de sigilo bancário.
Reportagens publicadas na imprensa indicaram que, segundo fontes do mercado, a companhia envolvida seria a Braskem. Ainda conforme as informações divulgadas, a operação teria sido regularizada em janeiro, com o crédito transferido a um fundo especializado na aquisição de ativos problemáticos — prática conhecida no mercado financeiro como cessão de crédito para “situações especiais”.
Sob a ótica jurídica e regulatória, movimentos desse tipo costumam envolver a negociação e formalização de instrumentos de reestruturação ou liquidação da dívida, além da cessão dos direitos creditórios a terceiros. A operação também pode gerar efeitos relevantes sobre a posição do credor original e sobre a transparência das informações ao mercado.
Especialistas apontam que, quando um evento isolado é material a ponto de alterar indicadores públicos de uma instituição financeira, surgem reflexos diretos em governança corporativa, gestão de risco e comunicação com investidores. A venda do crédito a fundos especializados costuma ser utilizada como mecanismo para reduzir exposição e estabilizar os balanços, transferindo a recuperação do ativo para agentes com perfil mais adequado a operações de maior risco.
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