A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) que irá cortar até 6 mil postos de trabalho em sua força global, o equivalente a aproximadamente 7% do quadro total de 87 mil funcionários. A decisão ocorre em meio a um cenário de demanda fraca no mercado de bebidas e à revisão para baixo das expectativas de crescimento de lucros para 2026.
A cervejaria holandesa, segunda maior do mundo em valor de mercado, enfrenta pressão de investidores por maior eficiência operacional. A companhia também vive um momento de transição na liderança, após a renúncia inesperada do CEO Dolf van den Brink, em janeiro.
Segundo o diretor financeiro, Harold van den Broek, os cortes fazem parte de uma estratégia para fortalecer a estrutura operacional e liberar recursos para investimentos em crescimento. “Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e poder investir no crescimento”, afirmou.
Parte das demissões deve se concentrar na Europa e em mercados considerados não prioritários, com menor perspectiva de expansão. Outra parcela decorre de iniciativas já anunciadas anteriormente, voltadas à reorganização da cadeia de suprimentos, da sede corporativa e das unidades regionais de negócios.
Dona de marcas como Heineken, Amstel e Tiger, a empresa prometeu entregar maior crescimento com menos recursos, em um movimento que busca recuperar competitividade frente aos concorrentes e responder às críticas de que teria ficado atrás em eficiência.
O plano marca um ajuste relevante na estrutura da companhia e reforça o momento desafiador enfrentado pelo setor global de bebidas, impactado por inflação persistente, menor consumo em alguns mercados e mudanças no comportamento do consumidor.
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