sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Citi Brasil registra lucro recorde de R$ 2,9 bilhões em 2025 e ROE de 22%

O Citigroup Brasil encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 2,9 bilhões, alta de 28% em relação a 2024, mesmo adotando uma postura mais seletiva na concessão de crédito. O desempenho elevou o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) para 22%, quatro pontos percentuais acima do registrado no ano anterior.

Segundo o presidente do Citi no Brasil, Marcelo Marangon, o resultado superou as expectativas internas. “Estimávamos que algo entre 18% e 20% seria um bom nível de retorno para uma operação de atacado, e conseguimos entregar 22%”, afirmou o executivo, que deixará o comando da filial brasileira para assumir uma posição global no banco, como co-chefe da área de corporate banking, em Nova York.

Mesmo com economias crescendo mais rapidamente, como a Índia, o Brasil manteve-se como a quinta maior operação do Citi no mundo em geração de resultados. No mercado local, o banco segue líder em câmbio, custódia para investidores estrangeiros e emissões externas, além de ter participado das duas ofertas de ações de empresas brasileiras em Nova York em 2025, incluindo PicPay e Agibank.

Nas captações internacionais, o Citi Brasil atuou em 22 das 35 emissões de bonds realizadas por empresas brasileiras no ano passado, respondendo por cerca de 70% do volume total. O bom desempenho permitiu ainda o pagamento de R$ 5 bilhões em dividendos extraordinários à matriz, mais que o dobro dos R$ 2 bilhões distribuídos em 2024.

Crédito mais cauteloso

Em um ambiente de juros elevados, com a Selic em torno de 15% ao ano, o banco reduziu a exposição ao risco. A carteira de crédito fechou 2025 em R$ 53 bilhões, ante R$ 56 bilhões no ano anterior. A inadimplência permaneceu baixa, em 0,8%, considerando atrasos superiores a 90 dias.

De acordo com Marangon, parte da demanda por financiamento migrou dos bancos para o mercado de capitais. “Muitas operações bilaterais se transformaram em transações de mercado, saindo do balanço dos bancos e indo diretamente para os investidores”, explicou.

Para 2026, a expectativa é de manutenção da disciplina na concessão de crédito, diante de juros ainda elevados e das incertezas associadas ao cenário macroeconômico e eleitoral. Ainda assim, o executivo descarta uma crise de crédito no país.

Os ativos totais do Citi Brasil somaram R$ 193 bilhões ao fim de dezembro. Os depósitos cresceram 15%, alcançando R$ 93 bilhões, enquanto o índice de Basileia encerrou o ano em 13,3%, acima do mínimo regulatório exigido pelo Banco Central.

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