Avenda das ações do investidor Nelson Tanure na PRIO eliminou um fator de desconforto que vinha pesando sobre o mercado em relação à maior petroleira independente do Brasil. Embora a notícia seja considerada positiva, analistas avaliam que o movimento não representa, por si só, um gatilho para forte valorização dos papéis no curto prazo.
Tanure foi, por anos, o acionista de referência da companhia. Parte relevante de sua participação acabou sendo liquidada após o empresário oferecer ações da PRIO como garantia de empréstimos. Do total que chegou a deter — cerca de 20% do capital da empresa —, aproximadamente 17% foram dados em garantia, enquanto o restante foi vendido para a quitação de dívidas.
O investidor é alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master, instituição que foi posteriormente liquidada pelo Banco Central do Brasil sob acusação de fraude.
Do ponto de vista operacional, a PRIO segue bem avaliada pelo mercado, com boa geração de caixa, controle do endividamento e ativos considerados de qualidade no setor de óleo e gás. Ainda assim, nos últimos 12 meses, as ações acumulam alta de apenas 2%, refletindo um cenário de cautela dos investidores.
A saída definitiva de Tanure do capital elimina um vetor de pressão sobre os papéis, sobretudo relacionado a riscos externos e à necessidade de vendas forçadas. A partir de agora, segundo analistas, o que tende a pesar sobre a performance da ação é, principalmente, a execução operacional, a entrega de resultados e o ambiente macroeconômico do setor de energia.
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