Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) depositaram a patente da primeira bateria funcional baseada em nióbio, um avanço científico que supera um impasse histórico da ciência de materiais e posiciona o Brasil de forma estratégica no desenvolvimento de novas tecnologias de armazenamento de energia.
O nióbio, metal abundante no Brasil e amplamente utilizado em ligas metálicas de alto desempenho, há décadas é considerado promissor para aplicações eletroquímicas. O principal obstáculo, no entanto, sempre foi sua instabilidade química: em contato com água e oxigênio, os compostos ativos do material se degradam rapidamente, inviabilizando seu uso em baterias recarregáveis.
A pesquisa desenvolvida na USP conseguiu contornar essa limitação ao criar uma arquitetura inédita de controle químico do nióbio, capaz de preservar sua estabilidade e viabilizar seu funcionamento como componente ativo de uma bateria. O resultado é uma solução funcional, inédita e com potencial para abrir uma nova fronteira tecnológica no setor energético.
O avanço ocorre em um contexto de crescente demanda global por sistemas mais eficientes, seguros e sustentáveis de armazenamento de energia, impulsionados pela transição energética, pela expansão das fontes renováveis e pela eletrificação de veículos e sistemas industriais.
Além do impacto científico, o desenvolvimento reforça o papel estratégico do Brasil — detentor das maiores reservas conhecidas de nióbio — na cadeia global de inovação, ao transformar uma vantagem mineral em conhecimento aplicado e propriedade intelectual.
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