O principal desafio para a economia global em 2025 pode ser resumido em uma palavra: tarifas. O chamado tarifaço anunciado em abril pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalou relações comerciais de longa data ao impor novas taxas de importação e tarifas ditas “recíprocas” sobre dezenas de países, inaugurando um período de elevada instabilidade no comércio internacional.
Desde então, o ambiente global tem sido marcado por mudanças frequentes de política, negociações tensas e revisões constantes de expectativas por parte de empresas e governos. Alguns países conseguiram avançar em acordos com a Casa Branca para mitigar os impactos das medidas. A Suíça, por exemplo, obteve redução de tarifas, enquanto a China conseguiu suspender ou adiar a aplicação de parte das taxas mais elevadas sobre produtos exportados ao mercado norte-americano.
As tarifas comerciais se consolidaram como o principal instrumento da política econômica de Washington. Na avaliação do governo Trump, as medidas seriam necessárias para corrigir desequilíbrios considerados excessivos nas relações comerciais com parceiros estratégicos, como a China e a União Europeia, frequentemente apontados pela Casa Branca como beneficiários de acordos considerados desproporcionais.
Para economistas e analistas de comércio exterior, no entanto, a estratégia eleva o risco de fragmentação das cadeias globais de produção, pressiona custos, amplia a volatilidade dos mercados e dificulta o planejamento de investimentos. Em um cenário de crescimento global moderado, o uso intensivo de tarifas adiciona um novo vetor de incerteza à economia mundial.
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