segunda-feira, janeiro 5, 2026
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Siderurgia brasileira fecha 2025 sob pressão das importações e entra em 2026 à espera de reação

A siderurgia brasileira encerra 2025 em um cenário de forte pressão competitiva, marcado pelo avanço das importações de aço, queda de margens, paralisação de operações, redução de investimentos e demissões. O setor entra em 2026 à espera de medidas capazes de reverter um quadro que, segundo a indústria, vem se agravando ao longo dos últimos anos.

Dados do Instituto Aço Brasil mostram que, após uma retração pontual, o volume de aço importado voltou a crescer de forma consistente. Entre 2021 e 2022, os desembarques de laminados caíram de 4 milhões de toneladas (Mt) para 3,1 Mt. Desde então, porém, a curva passou a ser ascendente.

Em 2025, as importações devem atingir 5,7 milhões de toneladas, o maior patamar desde 2010, quando chegaram a 5,8 Mt. O volume representa um aumento de 20,5% em relação a 2024, quando os desembarques somaram 4,8 Mt.

O impacto do crescimento das importações sobre a produção nacional já se reflete de forma concreta nas operações das empresas do setor. Segundo o Instituto Aço Brasil, as siderúrgicas cancelaram R$ 2,5 bilhões em investimentos previstos para o mercado brasileiro, desligaram 5.100 trabalhadores e paralisaram quatro altos-fornos, uma aciaria e cinco usinas semi-integradas (mini mills).

Para a indústria, o cenário compromete a competitividade do aço produzido no país e pressiona toda a cadeia produtiva, com efeitos diretos sobre emprego, capacidade instalada e investimentos de longo prazo. A expectativa do setor é que 2026 traga respostas regulatórias e comerciais capazes de equilibrar a concorrência e evitar uma perda estrutural da base industrial brasileira.

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