A fruticultura brasileira vive um ciclo de expansão no mercado internacional. Em 2025, as exportações de frutas para a Europa registraram um crescimento de 19,1% em volume na comparação com o ano anterior, consolidando o avanço do setor em um dos mercados mais exigentes do mundo.
O desempenho ocorre em um momento estratégico para o agronegócio nacional: a recente assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que promete reduzir barreiras tarifárias e ampliar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu nos próximos anos.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o grupo formado por manga, melão, limão, melancia, uva e mamão apresentou crescimento não apenas em volume, mas também em valor. O faturamento das exportações dessas frutas avançou 12,8%, refletindo a combinação de maior demanda e valorização dos preços.
Ao todo, o Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas em 2025, gerando uma receita aproximada de US$ 1,3 bilhão. O resultado reforça o protagonismo do país como um dos principais fornecedores globais de frutas tropicais e subtropicais.
O impacto do acordo Mercosul–UE
A assinatura do tratado, realizada no último sábado (17), no Paraguai, encerra uma negociação de 25 anos e é considerada um marco para o agronegócio brasileiro. Na prática, o acordo prevê a redução ou eliminação de tarifas de importação que atualmente variam entre 4% e 14% para produtos brasileiros que entram no mercado europeu.
Especialistas avaliam que a combinação entre competitividade agrícola, escala produtiva e abertura comercial tende a acelerar a expansão das exportações brasileiras, especialmente em segmentos de maior valor agregado.
O avanço da fruticultura também evidencia o papel estratégico do setor na diversificação da pauta exportadora do país, tradicionalmente concentrada em commodities como soja, minério de ferro e petróleo.
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