O dólar encerrou esta terça-feira (27) em queda de 1,38%, cotado a R$ 5,206, no menor patamar desde 2024. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 5,198, refletindo um cenário favorável para o real.
No mercado de ações, o Ibovespa operava em alta, atingindo 182.778 pontos por volta das 17h15. O desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, com destaque para minério de ferro e petróleo.
Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a queda do dólar foi impulsionada por uma combinação de fatores. “O dólar operou em forte queda frente ao real, impulsionado pelo diferencial de juros que vem sustentando o carry trade e pelo fluxo de capital para emergentes, além de uma leitura mais benigna da inflação, que melhora as perspectivas para a economia doméstica”, afirmou.
O movimento também reflete o apetite de investidores estrangeiros por ativos brasileiros. As entradas de capital externo na B3 acumulam saldo positivo de US$ 17,7 bilhões no ano, sendo US$ 2 bilhões registrados apenas na última sexta-feira.
Analistas avaliam que o cenário de juros elevados no Brasil, aliado ao ambiente global mais favorável a mercados emergentes, tem sustentado o real e contribuído para o desempenho positivo da bolsa. No entanto, o comportamento do câmbio segue sensível às condições externas, como a política monetária nos Estados Unidos e o ritmo da economia global.
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