A Dasa iniciou 2026 com a venda integral do Hospital São Domingos, no Maranhão, por R$ 1,2 bilhão. O movimento provocou reações mistas no mercado e levou a uma sessão marcada por forte oscilação das ações DASA3 na B3.
Os papéis abriram o pregão em alta, chegando a R$ 4,77 no início da manhã. Por volta das 10h30, o movimento se inverteu e as ações tocaram a mínima do dia, a R$ 4,34. No início da tarde, os papéis operavam estáveis, em R$ 4,54, e encerraram o pregão com queda de 1,32%, a R$ 4,48.
Além do hospital, a transação incluiu ativos imobiliários e toda a plataforma operacional, incluindo a Neuro Imagens. O valor da operação corresponde a cerca de 21% do valor de mercado da Dasa, reforçando o peso estratégico do desinvestimento.
Para os analistas do Goldman Sachs, a venda foi positiva e fortalece o foco da companhia em seu negócio principal de diagnósticos, além de contribuir para a simplificação do portfólio em 2026. O banco também destacou o potencial alívio de caixa, considerando que a contribuição do hospital para o Ebitda da empresa era considerada irrelevante.
O BTG Pactual manteve recomendação neutra para o papel, mas avaliou a operação de forma favorável, como parte da estratégia de desinvestimento de ativos e redução da alavancagem. A análise levou em conta os riscos de execução associados ao processo de reestruturação da companhia.
Já o Bradesco BBI também reiterou recomendação neutra. Segundo os analistas, apesar dos esforços para reduzir o endividamento, o impacto da venda sobre a alavancagem deve ser limitado, com queda estimada de apenas 0,1 vez.
O Hospital São Domingos havia sido adquirido pela Dasa em 2021, por cerca de R$ 2 bilhões, valor superior ao da venda atual. Do montante negociado agora, R$ 1,1 bilhão já foi pago em caixa, enquanto os R$ 100 milhões restantes serão quitados em parcelas até 2031, corrigidas pelo CDI.
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