O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano neste início de 2026. A decisão, unânime, marcou a primeira reunião do colegiado no ano e ocorreu na chamada “Super Quarta”, quando também foi anunciada a manutenção dos juros nos Estados Unidos.
Com o resultado, a taxa básica de juros da economia brasileira permanece no nível mais alto desde 2016, consolidando a quinta manutenção consecutiva. A decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro e refletiu a avaliação do Banco Central sobre o cenário inflacionário e as condições macroeconômicas.
Apesar da manutenção, a diretoria do Banco Central, sob a liderança do presidente Gabriel Galípolo, indicou ao mercado que o ciclo de cortes da Selic pode começar em breve. A sinalização reforça a expectativa de flexibilização monetária ao longo de 2026, caso o processo de desinflação se consolide e o cenário fiscal permaneça sob controle.
Analistas avaliam que a combinação entre juros elevados e perspectiva de queda pode impactar diretamente o crédito, o consumo e os investimentos, além de influenciar o comportamento do câmbio e do mercado de capitais nos próximos meses.
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