A prata atingiu seu maior nível relativo em comparação ao ouro em quase 14 anos, refletindo um rali expressivo nos mercados de metais preciosos. O movimento ocorre em um cenário de incerteza macroeconômica, expectativas de cortes nas taxas de juros e crescimento da demanda industrial e tecnológica.
Nos últimos 12 meses, o ouro acumulou valorização superior a 80%, atingindo cerca de US$ 5.100 por onça, enquanto a prata disparou cerca de 250%, alcançando aproximadamente US$ 110. Ambos os metais registram recordes históricos.
O avanço da prata reduziu a diferença tradicional de preço entre os dois ativos, medida pela chamada gold-to-silver ratio. Esse indicador atingiu níveis comparáveis aos observados durante a crise financeira global de 2008, sinalizando uma mudança relevante na dinâmica do mercado.
Especialistas avaliam que o desempenho da prata reflete não apenas seu papel como ativo de proteção em momentos de volatilidade, mas também sua crescente relevância em aplicações industriais, como painéis solares, eletrônicos e tecnologias de transição energética.
Para analistas, a convergência entre ouro e prata reforça a percepção de que os metais preciosos voltaram a ocupar posição estratégica nas carteiras de investidores, em um ambiente marcado por riscos geopolíticos, inflação persistente e transformações tecnológicas.
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