Enquanto a economia global atravessou ciclos sucessivos de incerteza, o Brasil viu seu agronegócio operar em uma frequência distinta ao longo da última década. Entre 2016 e 2025, o setor ampliou fronteiras, ganhou escala e redefiniu sua relevância macroeconômica.
Dados consolidados do período, com base nos registros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam uma performance sem precedentes: a receita acumulada das exportações do agro ultrapassou US$ 1,24 trilhão, em valores nominais, com volume embarcado de aproximadamente 2,17 bilhões de toneladas.
O montante representa o maior valor já registrado para qualquer recorte de dez anos na história do agronegócio brasileiro, refletindo a combinação de aumento de produtividade, diversificação de mercados, ganhos logísticos e maior inserção do país nas cadeias globais de alimentos, energia e fibras.
Mesmo diante de choques externos — como crises geopolíticas, pandemia, inflação global e oscilações cambiais —, o setor manteve trajetória de crescimento, reforçando seu papel como âncora da balança comercial e vetor estratégico de estabilidade econômica.
O desempenho também reposiciona o Brasil no cenário internacional, não apenas como grande fornecedor de commodities, mas como protagonista em debates sobre segurança alimentar, transição energética, sustentabilidade e oferta global de insumos agrícolas.
Leia mais:
Yvy Capital, de Paulo Guedes, cria fundo de R$ 500 milhões para investir em concessões rodoviárias.





