quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Nobel de Economia Esther Duflo defende preço obrigatório do carbono e renda para os mais pobres como pilares do combate à crise climática

A vencedora do Prêmio Nobel de Economia de 2019, a economista francesa Esther Duflo, afirmou que um plano realmente eficaz para enfrentar a crise climática deve se apoiar em dois pilares fundamentais: a implementação obrigatória de um preço sobre o carbono emitido, como uma taxa ambiental, e a transferência de renda para as populações mais pobres e vulneráveis aos efeitos do aquecimento global.

Segundo Duflo, não basta que governos e empresas adotem metas voluntárias. É necessário que haja um mecanismo regulatório robusto capaz de desestimular emissões e, ao mesmo tempo, proteger quem mais sofre com eventos climáticos extremos, muitas vezes sem ter contribuído para o agravamento do problema.

A economista também fez críticas contundentes aos mercados voluntários de carbono, utilizados por empresas para comprar e vender créditos com o objetivo de compensar emissões de gases de efeito estufa.
Para ela, esses mecanismos apresentam resultados limitados:

“Na melhor das hipóteses, são greenwashing. Na pior, servem apenas para melhorar a imagem das empresas, sem gerar benefícios ambientais reais”, afirmou.

As declarações reforçam o debate global sobre a necessidade de políticas públicas mais ambiciosas, mecanismos de regulação mais rigorosos e transparência nas estratégias corporativas de descarbonização.

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